quarta-feira, 11 de abril de 2018

Supremo venezuelano destituído pede na Colômbia captura do ditador Maduro


Imagem: Marco Bello / Reuters
O Supremo Tribunal de Justiça da Venezuela, destituído de suas funções pela "Assembleia Constituinte" do país, pediu em Bogotá a prisão do ditador Nicolás Maduro por supostos vínculos com o escândalo de corrupção da Odebrecht.

"Esta sala do Supremo Tribunal de Justiça declara procedente a solicitação de medida cautelar de privação de liberdade contra o presidente Nicolás Maduro", aponta a decisão lida nesta segunda-feira (9) pelos juízes em Bogotá.

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Os juízes estão exilados na Colômbia, no Panamá, no Chile e nos Estados Unidos, alegando perseguição política depois de serem destituídos em agosto passado pela "Constituinte", que rege como um suprapoder.

Mesmo que suas decisões não sejam acatadas pelo governo de Maduro, o tribunal no exílio continua seus trabalhos da capital colombiana. Os magistrados pediram também de Bogotá que a Interpol seja notificada de sua decisão "para proceder com a captura de Nicolás Maduro".

O procurador-geral venezuelano e líder do governo, Tarek William Saab, chamou, nesta segunda-feira, a medida como uma "ação delitiva", e um "ato circense" que humilha o exercício do direito.

Saab reiterou que na Venezuela só há um Supremo Tribunal de Justiça, no exercício de suas funções, e lembrou que seu gabinete solicitou à Interpol uma ordem de captura contra esses "mercenários" em uma causa por "traição à pátria" aberta em 26 de outubro.

Os magistrados, que foram nomeados pelo Parlamento de maioria opositora, acolheram o pedido contra o presidente apresentado pela procuradora Luisa Ortega, destituída pela "Constituinte".

Ortega, que fugiu da Venezuela em agosto de 2017, apresentou provas de que a campanha de Maduro em 2013 recebeu dinheiro da construtora Odebrecht, e pediu sua denúncia por delitos de "corrupção própria e legitimação de capitais".

O Supremo Tribunal de Justiça é reconhecido pelo Parlamento Europeu e a Organização de Estados Americanos (OEA), cujo secretário-geral, Luis Almagro, saudou a decisão desta segunda-feira.

"Os responsáveis pela crise humanitária, política, social e econômica na Venezuela devem prestar contas", escreveu Almagro no Twitter.

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France Presse via G1
Editado por Política na Rede
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