sexta-feira, 25 de maio de 2018

Moro atende a pedido da PF e mantém Delúbio Soares preso em São Paulo


Imagem: Reprodução / TV Globo
O juiz Sérgio Moro decidiu manter o ex-tesoureiro do Delúbio Soares preso em São Paulo, em despacho desta sexta-feira (25).

Ele atendeu ao pedido do delegado Igor Romário de Paula, da Polícia Federal (PF), que alegou dificuldade de deslocamento e logística necessária para o transporte de presos "de forma a evitar sua exposição e mesmo fragilizar a sua segurança".

"Ante a manifestação da autoridade policial, resolvo manter, por ora, em caráter temporário, Delúbio Soares de Castro em São Paulo/SP, preferencialmente na carceragem da Polícia Federal, eis que a permanência dele lá é transitória. Poderá, a juízo da autoridade policial, ser transferido ao sistema prisional estadual, observado estabelecimento que lhe garanta a integridade pessoal", justificou Moro.

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A defesa de Delúbio havia solicitado à Justiça Federal que ele se apresentasse à Polícia Federal em Brasília, e que cumprisse pena na Penitenciária da Papuda, o que foi deferido por Moro. No entanto, o ex-tesoureiro se entregou em São Paulo, na quinta-feira (24).

Prisão

Sérgio Moro determinou a prisão de Delúbio Soares na quarta-feira (23), por uma condenação por lavagem de dinheiro em processo da Operação Lava Jato, em 2017.

A defesa de Delúbio teve o último recurso negado em segunda instância nesta quarta pelos desembargadores do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4).

Os advogados apelaram com embargos de declaração depois que Delúbio teve a condenação confirmada e a pena aumentada de cinco para seis anos pelos desembargadores do tribunal, em Porto Alegre, em março deste ano.

Essa ação penal é um desdobramento do processo que condenou o pecuarista José Carlos Bumlai e dirigentes do Banco Schahin, por empréstimo fraudulento de R$ 12 milhões concedidos pelo Banco Schahin a Bumlai.

Conforme os desembargadores, metade do valor foi repassada para a empresa Betin e a outra parte, para a Remar Agenciamento e Assessoria, que repassou quase tudo o que recebeu à empresa Expresso Nova Santo André, com o destinatário final sendo Ronan.

De acordo com a sentença, todas essas transações que envolvem os réus deste processo seriam fraudulentas e teriam por objetivo disfarçar o destino do dinheiro. Nos autos, não há investigação sobre a motivação do PT para entregar os valores a Ronan.

Porém, o Ministério Público Federal (MPF) levantou a hipótese de uma suposta extorsão praticada por Ronan contra o PT, o que não foi esclarecido e não era o foco da denúncia, relativa ao crime de lavagem de dinheiro.

O que diz o PT

O PT disse que não há no processo nenhuma prova de empréstimo ou fraude envolvendo Delúbio Soares nem o PT. "É mais um caso de perseguição da Lava Jato, que trata o PT como inimigo e deixou de combater a corrupção para fazer luta política", disse o partido.

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G1
Editado por Política na Rede
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