domingo, 20 de maio de 2018

'Não queremos ser conhecidos como o país da propina', diz Moro nos EUA


Imagem: Reprodução / Redes Sociais
O juiz federal Sérgio Moro, responsável pelos processos da Operação Lava-Jato em Curitiba, afirmou em discurso na Universidade de Notre Dame, nos Estados Unidos, que o Brasil tem avançado no combate à corrupção.

O magistrado, que foi o principal orador na formatura da universidade, citou o ex-presidente americano Theodore Roosevelt ao destacar que o Brasil não se envergonha de estar expondo sua corrupção, definida por ele como “endêmica ou até mesmo sistêmica".

— Não queremos ser conhecidos como o país da propina, mas como uma democracia forte — pregou o juiz, lembrando que a Lava-Jato já atingiu grandes empresários, ministros e até um ex-presidente, em referência a Lula.

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Segundo ele, as investigações mudaram a mentalidade dos brasileiros: “pouco tempo atrás a corrupção parecia invencível”, destacou. Moro fez menção a tentativas de interromper as investigações:

— Muitos criminosos e seus aliados não querem mudar o status quo de corrupção e impunidade. Eles são muitos e poderosos. Apesar disso, a investigação, os processos e julgamentos estão ocorrendo.

Ao fim do discurso, o juiz aconselhou os estudantes a não se esquecerem da importância do respeito às leis.

— Todos estão sob a proteção da lei. Mas isso também quer dizer que ninguém está acima dela — destacou.

Ao falar para os formandos, Moro citou as familiaridades entre as histórias de Brasil e Estados Unidos. Segundo ele, os dois países foram colônias, viveram o flagelo da escravidão e tiveram seus povos formados por imigrantes de diversas origens.

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O Globo
Editado por Política na Rede
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