quinta-feira, 3 de maio de 2018

Operação 'Câmbio desligo' da Lava Jato caça doleiros que movimentaram US$ 1,6 bilhões


Imagem: Reprodução / Redes Sociais
A Polícia Federal cumpre 53 mandados de prisão em na Operação ‘Câmbio, desligo’, nova fase da Operação Lava Jato, nesta quinta-feira, 3. Em conjunto com o Ministério Público Federal, a ação visa doleiros que operavam no Brasil e no exterior por determinação do juiz federal Marcelo Bretas, da 7ª Vara Criminal do Rio de Janeiro.

Estão sendo cumpridos um total de 43 ordens de prisão preventiva no Brasil e seis de prisão preventiva no exterior, quatro de prisão temporária, e 51 mandados de busca e apreensão. Os mandados são cumpridos no Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Distrito Federal e também no Paraguai e Uruguai.

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A delação dos doleiros Vinícius Vieira Barreto Claret, o Juca Bala, e Cláudio Fernando Barbosa, o Tony, resultou na operação. Ambos trabalhavam em esquema que envolvia o ex-governador do Rio de Janeiro Sérgio Cabral (MDB) e revelaram a existência de um sistema chamado Bank Drop, composto por 3 mil offshores em 52 países, e que movimentava US$ 1,6 bilhão.

Os alvos são doleiros, clientes desse sistema e usuários finais do esquema. Um dos mandados é contra o doleiro Dário Messer, que tem residência tanto no Rio de Janeiro quanto no Paraguai. O esquema ‘começou na década de 80, quando iniciaram suas carreiras na casa de câmbio da família Messer, a ANTUR, comandada primeiramente por Mordko Messer e após sua morte pelo seu filho Dario Messer’.

“Contudo, com as ações da polícia federal pelo ano de 2000, a organização decidiu mudar-se para o Uruguai, em 2003, passando a comandar de forma remota as operações. Daí em diante foi montada toda a rede de operações descrita acima, com a participação ativa dos doleiros, ora investigados, e principalmente de Dario Messer que ainda recebia participação nos lucros da dupla e era responsável por captar clientes”, explica Bretas.

É a maior ofensiva já desfechada no País contra o mundo dos doleiros. Os maiores operadores do câmbio negro estão sendo presos. Nomes históricos, alguns até então intocáveis, são alvo de mandado de prisão, como a família Matalon, Marco Antônio Cursini, os irmãos Rezinski e Chaaya Moghrabi.

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Fábio Serapião, Fausto Macedo e Luiz Fernando Teixeira
O Estado de S. Paulo
Editado por Política na Rede
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