quarta-feira, 23 de maio de 2018

PT discute escolha de um vice para fazer campanha em nome de Lula


Imagem: Edilson Dantas / Ag. O Globo
Os governadores do PT pretendem discutir hoje, em reunião com a presidente do partido, a senadora ré Gleisi Hoffmann, a necessidade de o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva indicar um vice para compor a chapa e começar a percorrer o país falando em nome de Lula. A proposta seria uma forma de sepultar as especulações de que chefes dos Executivos estaduais defendem uma adesão à candidatura de Ciro Gomes (PDT).

Lula cumpre, desde o início de abril, pena de 12 anos e um mês de prisão em Curitiba. O ex-presidente foi condenado em segunda instância, no caso do tríplex do Guarujá, por corrupção passiva e lavagem de dinheiro, o que, de acordo com a Lei da Ficha Limpa, o impede de ser eleito.

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Gleisi convocou a reunião depois que o governador do Ceará, Camilo Santana, declarou publicamente que o melhor caminho seria apoiar Ciro na eleição de outubro. O partido tem cinco governadores (Acre, Bahia, Ceará, Minas Gerais e Piauí), mas nem todos devem participar do encontro de hoje.

Caso a proposta seja aceita, caberia a Lula escolher o seu vice. Os cotados para o posto são o ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad e o ex-ministro Celso Amorim.

— Os governadores têm interesse nesse debate — afirma o governador do Acre, Tião Viana.

Neste momento, a escolha do vice não estaria atrelada necessariamente à substituição de Lula na urna.

Favorito neste momento para substituir Lula na cabeça de chapa se a Justiça Eleitoral confirmar a impugnação do petista, Haddad já está rodando o país. Na sexta-feira, esteve no Acre. Nesta semana irá ao Recife, onde se encontrará com governador de Pernambuco, Paulo Câmara (PSB), e à Paraíba, para falar com Ricardo Coutinho (PSB). Também está prevista uma visita ao governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB).

O objetivo oficial das conversas é buscar programas implantados nesses estados que possam ser replicados a nível nacional. Mas Haddad, que é coordenador do programa de governo de Lula, também tem sido um dos encarregados pelo ex-presidente para manter o diálogo com políticos de partidos que possam se tornar aliados. O PT ainda tenta viabilizar uma aliança com o PSB.

No próximo domingo, o partido deverá fazer atos em todas as cidades do país onde possui representação para reafirmar a candidatura de Lula. O plano é apresentar o registro no dia 15 de agosto e permitir que ele apareça como candidato no horário eleitoral, mesmo que continue preso. A expectativa é que a Justiça Eleitoral demore pelo menos, um mês para decidir a impugnação.

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Sérgio Roxo
O Globo
Editado por Política na Rede
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