segunda-feira, 28 de maio de 2018

Rabello de Castro, pré-candidato à Presidência, quer prisão perpétua para homicidas


Imagem: Reprodução
Paulo Rabello de Castro, 69, pré-candidato à Presidência da República pelo PSC, defende a "tolerância zero" contra a criminalidade e a prisão perpétua para homicídios premeditados.

"Armar a população, só nos casos de quem estiver longe de uma delegacia de polícia", diz.

Ex-presidente do IBGE e do BNDES no governo Michel Temer, Castro promete um plano de 20 metas para "mudar o Brasil".

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GREVE

Faço uma leitura desta greve também como uma manifestação. O país ainda está em 2013. Porque lá, a população já se perguntava: "Por que a educação não é padrão Fifa? Por que a saúde é esse escândalo? Por que não temos um sistema tributário eficiente?". Tudo isso ficou no ar, pois 2013 não acabou.

Os caminhoneiros não conseguem levar comida para casa. Depois de seus problemas, a Petrobras quer muito rapidamente recompor o seu caixa. Só que ela não está percebendo que, como uma atividade estratégica que não é concorrencial, ela pode impor custos extraordinários a um elo mais fraco da corrente produtiva. Pois, no elo final, quem compra os serviços dos caminhoneiros também não está disposto a sofrer repasse.

O que está em jogo é desvendar que metade do custo do combustível é "sociedade com o governo", pois o governo é o grande sócio secreto dessa armação através de uma quantidade enorme de tributos.

PLATAFORMA

O futuro governo é baseado em um tripé. A mãe de todas as reformas deve ser a tributária, com um impacto que chamo de Plano Real dos impostos, atacando o manicômio tributário. Temos que ter também um plano de eficientização do gasto público. E com isso sair para a terceira perna do tripé, um plano de crescimento que no nosso partido ganhou o nome de programa de 20 metas.

VALORES

O PSC tem uma visão que não é exatamente conservadora. Eu diria que é renovadora. Porque hoje a família no Brasil, vamos combinar, é um núcleo sob ataque. Hoje, pai e mãe juntos é um negócio complicado. O cara está desempregado, a mãe está histérica, o filho sofre, o tiroteio acontece na favela.

O governo tem de ser pró família, e a família tradicional é a visão do partido, mas revelando-se absolutamente compatível com as expressões afetivas de cada um.

A legislação já é clara em determinar que relações homoafetivas estão dentro da lei. No que diz respeito ao aborto, já existe uma legislação que, para o partido, parece bastante equilibrada.

O que não vamos é polemizar sobre coisas que a sociedade já avançou e já se posicionou.

20 METAS

O "Ponte para o Futuro" (plano de Temer no pós-impeachment) não é nem o introito do nosso plano de 20 metas. Ali não foi feita conta nenhuma.

Precisamos ter um plano, determinação e encantamento, pois o povo precisa estar com você. Não é uma democracia tão direta, mas acho que os partidos vão se juntar a um programa. Quem estiver conosco vai respeitar o nosso programa, que estará sendo vigiado pelo povo brasileiro.

Temos que conversar com todos. O top do nosso programa de 20 metas é tolerância zero com o crime. Inclusive, e isso dependerá de passar no Congresso, o agravamento da pena por homicídio premeditado, o chamado doloso. Isso requer a prisão perpétua, com trabalho para que os recursos do encarcerado homicida ajudem a família da vítima.

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Fernando Canzian e Fábio Zanini
Folha de S. Paulo
Editado por Política na Rede
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