sexta-feira, 11 de maio de 2018

Toffoli arquiva inquérito que investigava Lindbergh Farias


Imagem: Jefferson Rudy / Agência Senado
O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou o arquivamento de inquérito que apurava desde 2013 o envolvimento do senador Lindbergh Farias (PT-RJ) com supostas fraudes ao Fundo de Previdência dos Servidores Municipais de Nova Iguaçu (Previni). Na época das supostas irregularidades, Lindbergh era prefeito da cidade.

Na decisão desta quarta (9), Toffoli seguiu parecer da procuradora-geral da República, Raquel Dodge, que não viu indícios suficientes contra o senador para continuidade das investigações. Segundo ela, há elementos de fraudes no fundo, mas sem comprovação de envolvimento do parlamentar.

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Em 2013, Toffoli chegou a quebrar os sigilos bancário e fiscal do senador, no período de janeiro de 2005 a dezembro de 2010, época em que ele era prefeito. Mas nenhum indício foi encontrado, segundo a Procuradoria.

As suspeitas iniciais eram que a fraude pudesse ter atingido cerca de R$ 350 milhões. Os fatos chegaram a ser investigados por uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Câmara Municipal de Nova Iguaçu.

Em nota, Lindbergh chamou a acusação de "irresponsável". "Não há como recuperar os danos causados por uma acusação falsa e irresponsável, que depois de cinco anos foi finalmente desmoralizada e arquivada, confirmando minha inocência, com base na lei e nas provas."

O senador responde ainda a outros dois inquéritos no Supremo. Um deles é referente a delações da Odebrecht sobre sua gestão em Nova Iguaçu. O outro, é um desdobramento da Lava Jato, aberto em setembro do ano passado pelo ministro Celso de Mello, e corre em segredo de Justiça.

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Mariana Oliveira
G1
Editado por Política na Rede
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