sexta-feira, 11 de maio de 2018

Vereadores e prefeito de Curitiba querem presos da Lava Jato limpando praças e escolas


Imagem: Reprodução
Os vereadores de Curitiba e o prefeito Rafael Greca andam pensando em colocar os presos da Lava Jato e de outros crimes de colarinho branco para trabalhar em serviços de manutenção da cidade. A proposta, do vereador Bruno Pessuti, teria “agradado” o prefeito, que a encaminhou para o secretário de Governo, Luiz Fernando Jamur.


A ideia seria que presos que cometeram crimes de “baixa periculosidade” possam fazer limpeza em escolas, por exemplo, ou varrer calçadas, fazer pequenos consertos. Com isso, reduziriam a pena e prestariam um serviço à cidade. E, claro, garantiriam uns votos para os vereadores que deram esse pequeno prazer à população.

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“Não seria bom que presidiários de bom comportamento, que não cometeram crimes de alta periculosidade, fossem trabalhar na limpeza urbana? Há exemplos de sobra no Brasil e no mundo. Hoje, ele custa de R$ 3 mil a R$ 4 mil por mês, para que fique dentro do presídio fazendo absolutamente nada”, disse Pessuti.

O trabalho forçado para presos é proibido em cláusula pétrea da Constituição. Portanto, no máximo se poderia oferecer ao preso essa oportunidade. Difícil saber se alguém que está sendo (justa ou injustamente) execrado pela população gostaria de se expor em praça pública.

Em tese, nada impediria a formação de um convênio que levasse Lula, Marcelo Odebrecht e Eduardo Cunha a limparem parquinhos.

“A gente só pensa na imagem dos presídios superlotados”, continuou Bruno Pessuti, “mas temos também presos do colarinho branco, que poderiam estar limpando parques e praças. Muitos empreiteiros e milionários poderiam ser recuperados”, disse o vereador.

O único vereador que se manifestou em contrário durante a sessão foi Professor Silberto. “Você colocaria seu filho em escola onde presidiários fazem o serviço [de manutenção]? A direção da escola não tem como acompanhar o tempo todo”, questionou.

“Não pensamos em presos de mau comportamento”, respondeu Bruno Pessuti, lembrando que reformas nas escolas poderiam ocorrer fora do ano letivo.

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Rogerio Galindo
Gazeta do Povo
Editado por Política na Rede
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