terça-feira, 26 de junho de 2018

Em MG, Bolsonaro lidera com larga vantagem sobre os adversários, mostra pesquisa


Imagem Reprodução / Redes Sociais
Se a eleição presidencial fosse hoje, o pré-candidato Jair Bolsonaro (PSL) teria larga vantagem sobre os adversários entre os eleitores mineiros na disputa de 1º turno, segundo pesquisa DataPoder360 realizada na semana passada.

Bolsonaro lidera a pesquisa com 29% em Minas Gerais. É seguido bem de longe pelos outros 5 candidatos testados nesta pesquisa. Ciro Gomes (PDT) e Fernando Haddad (PT) têm 8% cada um. Depois, com 6% vêm Geraldo Alckmin (PSDB) e Marina Silva (Rede). Por fim, Alvaro Dias (Podemos), com 5%.

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A rigor, os 5 (Ciro, Haddad, Alckmin, Marina e Alvaro) estão empatados dentro da margem de erro da pesquisa, que é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos.




O levantamento DataPoder360 entrevistou 4.000 pessoas com 16 anos ou mais por meio de telefones fixos e celulares. Foram atingidas 161 cidades em todas as regiões de Minas Gerais no período de 20 a 22 de junho. A margem de erro para o total da amostra é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos. Os números de registro na Justiça Eleitoral são BR-02993/2018 e MG-08603/2018.

Como se observa pela tabela acima, o total de “não voto” é muito alto: 38% não escolhem ninguém ou votam em branco ou nulo. Trata-se de uma tendência generalizada em todas as disputas eleitorais deste ano, com um grande contingente de brasileiros não escolhendo nenhum dos concorrentes. No Tocantins, no domingo (24.jun.2018), a taxa de “não voto” foi de 52% numa eleição suplementar para governador.

Esta tem sido uma campanha diferente das anteriores. Previsões devem ser recebidas com cautela. “As intenções de voto neste momento, mais do que nunca, mostram apenas o que vemos agora. Ninguém deve descartar alterações no quadro eleitoral até 7 de outubro. Há um desejo difuso dos eleitores por renovação, embora isso seja muito difícil. Quando a renovação não vem, a taxa de abstenções, brancos e nulos sobe muito, como ocorreu no Tocantins”, diz o cientista político Rodolfo Costa Pinto, que coordena as pesquisas do DataPoder360.

Quando se faz uma estratificação por sexo, idade e nível de escolaridade, nota-se que Bolsonaro enfrenta em Minas Gerais a mesma dificuldade já detectada pelas pesquisas em nível nacional para o capitão do Exército na reserva. Ele chega a 41% entre os eleitores homens de Minas Gerais. Mas só tem 17% dos votos das eleitoras mineiras.



CERTEZA DO VOTO

Esse indicador pesquisado pelo DataPoder360 procura mostrar o grau de engajamento dos eleitores de cada candidato neste momento. Isso não significa que mais adiante não possa haver mudança, mas trata-se de uma estatística que deve ser levada em conta para aferir a solidez de determinadas candidaturas.

A pergunta é simples. O entrevistado é convidado a dizer se já tem certeza de sua escolha, se não tem ou se não sabe.

Em Minas Gerais, neste momento, 61% dos eleitores do Estado dizem estar definidos a respeito de suas escolhas na disputa presidencial.

O quadro da estratificação da certeza do voto indica que há o dobro de homens (82%) já decididos em relação a mulheres (41%).

A partir dessa pergunta também é possível cruzar os eleitores de cada candidato com a taxa de certeza de voto. O resultado em Minas Gerais, nesta fase da campanha, é muito favorável a Jair Bolsonaro: 90% de seus apoiadores dizem já estar decididos.



Chamam a atenção 2 casos de eleitores ainda não muito seguros: os apoiadores de Fernando Haddad e de Marina Silva.

No caso do petista (57% dos que votam nele dizem que podem mudar de ideia), parece ser compreensível que os eleitores fiquem em dúvida. O PT diariamente afirma em suas redes sociais que o candidato da legenda será Luiz Inácio Lula da Silva –que foi condenado pela Lava Jato e cumpre pena na carceragem da Polícia Federal, em Curitiba (PR).

Enquanto a direção do PT e o próprio Lula não se decidirem sobre a estratégia da legenda, os eleitores lulistas sempre ficarão em dúvida sobre em quem votar em 7 de outubro.

No caso de Marina Silva pode estar acontecendo, em outra escala, o que se passou com a candidata da Rede na eleição de 2014. Ela sofreu uma desidratação de eleitores na reta final da disputa, há 4 anos, quando foi duramente atacada em propagandas de TV pela então candidata petista, Dilma Rousseff.

O fato é que hoje 65% dos eleitores mineiros que dizem votar em Marina Silva afirmam que ainda podem mudar de ideia. O voto da candidata da Rede é um dos menos sólidos entre todos os concorrentes principais na corrida pelo Planalto.

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Fernando Rodrigues
Poder360
Editado por Política na Rede
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