sábado, 16 de junho de 2018

Ex-diretor do DER do Paraná é o mais novo delator da Lava-Jato


Imagem: Reprodução / RPC Curitiba
Nelson Leal Junior, ex-diretor geral do Departamento de Estradas de Rodagem do Paraná (DER-PR), assinou acordo de delação premiada com a força-tarefa da Lava-Jato em Curitiba. Preso na 48ª Fase da Lava-Jato, batizada de Integração, ele se comprometeu a dar detalhes da operação que resultou no pagamento de propina pelo Grupo Triunfo, incluindo a concessionária Econorte, por meio dos operadores financeiros Adir Assad e Rodrigo Tacla Duran. Nelson Leal foi um dos beneficiados pelos pagamentos, ao lado de Carlos Nasser, da Casa Civil do governo do Paraná e citado pela imprensa local como homem de confiança do governador Beto Richa (PSDB).

Nelson Leal afirmou ter sido indicado para o DER por José Richa Filho (Pepe Richa), irmão de Beto Richa e que foi secretário de Infraestrutura e Logística do governo estadual. O acordo com Nelson Leal Junior foi fechado no dia 4 de maio e ele deixou a sede da Polícia Federal em Curitiba, onde estava preso desde fevereiro passado, no último dia 28.

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O acordo prevê que ele permanecerá um ano em regime domiciliar fechado e dois anos em regime aberto — durante todo o período usará tornozeleira eletrônica.

Nelson Leal abriu mão do apartamento que comprou no Balneário Camboriú com dinheiro de propina, avaliado em R$ 4,7 milhões, e de uma casa em Curitiba no valor de R$ 2,5 milhões. Além disso, pagará R$ 1,2 milhão em multa — a primeira parcela, de R$ 400 mil, deverá ser depositada em juízo em dezembro deste ano.

Os procuradores da Lava-Jato acreditam que a investigação, que envolve pagamentos de propinas por concessionária de rodovia, pode crescer e se espalhar por todo o país. Na última segunda-feira, o juiz Sergio Moro abriu mão de conduzir o processo que envolve as irregularidades a serem detalhadas por Nelson Leal Junior e a ação foi redistribuída para a 23ª Vara Criminal de Curitiba — uma das quatro varas criminais da Justiça Federal em Curitiba. Foi a primeira vez que Moro abriu mão de um processo no âmbito da Lava-Jato. 

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Cleide Carvalho 
O Globo
Editado por Política na Rede
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