sexta-feira, 20 de julho de 2018

Acusado de corrupção dentro da Papuda, Luiz Estevão teria doado imóvel a agente


Imagem: Reprodução / Redes Sociais
O ex-senador Luiz Estevão (ex-PMDB) – que está preso desde 2016 por corrupção ativa, estelionato, formação de quadrilha e uso de documento falsos – foi acusado de corrupção também dentro do Complexo Penitenciário da Papuda, onde está detido. O episódio de corrupção na Papuda foi detalhado nesta sexta-feira (20). 

Ao que tudo indica, Luiz Estevão teria doado um imóvel para um dos agentes da penitenciária, em troca de privilégios. A corrupção na Papuda resultou em um indiciamento contra o ex-senador, por corrupção passiva. Além disso, ele foi levado à ala de segurança máxima, nesta quinta-feira (20) .

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Além de Estevão, a juíza Leila Cury, da Vara de Execuções Penais do Distrito Federal, mandou ontem o ex-ministro Geddel Vieira Lima e o ex-deputado Márcio Junqueira para a área de segurança máxima.

Em sua decisão, a juíza diz que o empresário é suspeito de ter doado o imóvel ao agente, em troca de benefícios dentro da Papuda . O assunto teria chegado até ela por meio de uma denúncia anônima, no fim de 2016.

"Naquela época, havia indícios de que Luiz Estevão teria, inclusive, doado um imóvel para um dos agentes ali lotados em troca de recebimento de privilégios", escreveu a juiza.

No começo de 2017, a mesma juiza determinou vistoria na cela de Estevão, onde foram encontrados "diversos itens proibidos, tais como cafeteira, cápsulas de café, chocolate, massa importada, dentre outros". Na época, ele foi punido por dez dias de isolamento.

Um vistoria feita agora encontrou ainda seis pendrives na cela do ex-senador, o que resultou no seu retorno ao isolamento. Agora, nem ele e nem Geddel terão contato com qualquer outro detento, nem mesmo durante o banho de sol.

Mesmo o episódio da doação do imóvel tendo acontecido há tanto tempo, nem Luiz Estevão e nem qualquer agente da Papuda foi denunciado pelo Ministério Público. De acordo com a juíza, isso aconteceu porque há dificuldades em conseguir provas contra crimes de corrupção. 

"É que o crime de corrupção dificilmente deixa rastros óbvios, por se tratar de delito cujos atos correspondentes se mantêm nas sombras", afirma. "A caracterização de privilégio alcançado através de corrupção envolvendo empresário poderoso definitivamente não é fácil e requer prudência", escreveu a juíza.

Sobre a corrupção na Papuda , a defesa de Luiz Estevão não comentou. Ontem, porém, o advogado dele classificou a transferência do detento à ala de segurança máxima como "absurda", e disse que a medida impõe ao ex-senador "um regime que é próprio apenas para presos em regime disciplinar e diferenciado".

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Editado por Política na Rede
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