terça-feira, 17 de julho de 2018

'Estou pronto para a missão', diz general Heleno, cotado para vice de Bolsonaro


Imagem: Michel Filho / Ag. O Globo
Cotado para ser anunciado nesta quarta-feira como vice de Jair Bolsonaro, pré-candidato à Presidência pelo PSL, o general da reserva Augusto Heleno Ribeiro Pereira (PRP) afirma que está pronto para a função.

— Estou preparado para cumprir a missão, caso ela aconteça, mas não estou pleiteando isso, nem almejando — disse o militar.

Nesta terça-feira, em viagem ao interior de São Paulo, Bolsonaro afirmou que nesta quarta-feira anunciará um general para ser seu vice. General Augusto Heleno disse que ainda não tinha conhecimento de que havia sido confirmado para o cargo.

— Eu ainda não fui informado. Isso está para ser decidido, mas sem prazo. Não sei se as coisas se precipitaram — disse.

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General Heleno e Bolsonaro se conheceram no final dos anos 70 na Academia Militar das Agulhas Negras (Aman), em Resende, no sul fluminense. Na época, Augusto Heleno era tenente, e Bolsonaro, hoje um ex-capitão, era cadete. Os dois se aproximaram graças ao paraquedismo e jamais perderam o contato. No Planalto, o general diz que a patente não influenciará.

— A hierarquia militar não vale no Planalto, nem em nenhum outro lugar fora do quartel — garantiu general Augusto Heleno, que se filiou ao PRP graças ao incentivo de Bolsonaro.

Mesmo na reserva, Heleno ainda é uma liderança no Exército. Ele ficou mais conhecido do público em geral em 2004, após assumir o cargo de comandante das Forças de Paz da ONU no Haiti. De volta ao Brasil, trabalhou no Alto Comando do Exército, antes de ser nomeado comandante militar da Amazônia, em 2008, no governo Lula. Na época, entrou em choque com o governo petista por causa da demarcação da resserva indígena Raposa Serra do Sol.

Em 2014, já na reserva, criticou o ofício enviado pelo Ministro da Defesa, Celso Amorim, à Comissão Nacional da Verdade (CNV) reconhecendo que as Forças Armadas praticaram tortura. Para Heleno, as Forças Armadas não devem admitir e nem pedir desculpas por violações aos direitos humanos durante a ditadura militar.

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Jussara Soares
O Globo
Editado por Política na Rede
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