segunda-feira, 23 de julho de 2018

Janaína Paschoal pede união em torno de linhas-mestras: valorização da vida, proteção da juventude, e enfrentamento da criminalidade; assista


Imagem: Reprodução / Twitter
Na convenção do PSL que lançou a candidatura do deputado Jair Bolsonaro, a jurista Janaína Paschoal fez um discurso conclamando a militância do partido a aceitar todas as pessoas que compartilhem com eles as ideias principais - valorização da vida, proteção da juventude, e enfrentamento da criminalidade.


Assista: 


A jurista é cotada para ser a candidata à vice-presidência na chapa com Bolsonaro. Em seu discurso, Janaína explicou que a principal razão que a levou a agir contra o PT, no impeachment de Dilma, foi uma reação a um "totalitarismo crescente dentre os formadores de opinião no âmbito político, o aparelhamento dos vários órgãos, uma dominação das mentes", que se observa no campo da esquerda, que Janaína chamou de "petismo alargado". 

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Janaína apontou que a esquerda brasileira vem levantando bandeiras que grande parte da população considera preocupantes: "um desmerecimento constante da vida", defesa de drogas, e necessidade de normalizar a sexualização da criança e do adolescente, entre outros. 

A jurista apontou ainda que o impeachment não visou tirar uma presidente para que as coisas continuassem como estavam; "Eu vejo o impeachment como o início do processo de depuração do nosso País. E este processo tem que ter seguimento". No entanto, Janaína vê, nos dias atuais, "Uma junção de forças muito fortes - poder político, poder econômico, poder da caneta e, em alguns casos, até o poder das decisões.  Essas forças estão se unindo em torno de interesses escusos - mais poder, mais dinheiro e impunidade - de forma a colocar em risco todo o meu trabalho. Quando eu vejo essa movimentação, essa união para destruir o meu trabalho, eu estou procurando alternativas. Eu entendo que o nosso país precisa desse processo de depuração". 

A impunidade dos poderosos foi apontada como uma das causas da criminalidade, ao tirar do cidadão comum a esperança de Justiça. "Essa impunidade estabelecida nas altas camadas de poder reverbera; o cidadão que está lá na ponta não tem nenhum estímulo". Para Janaína, "estamos vivendo uma situação de falta de normas, uma anomia".  

Janaína Paschoal apontou à militância a importância de atrair pessoas para a causa, ainda que não compartilhem de todos os mesmos princípios: "é muito importante que tenhamos em mente qual é a nossa meta; não se ganha a eleição com pensamento único, e mais, não se governa uma nação com pensamento único". Ela questionou a parcela da militância que não aceita pessoas diferentes: "Reflitam se não estamos correndo o risco de fazer um PT ao contrário". "Se não houver a consciência de que nós temos que somar, não haverá vitória, e se houver vitória, não haverá governabilidade". Nesse momento, Janaína foi muito aplaudida pela plateia. 

Janaína continuou explicando que, enquanto alguns militantes excluem pessoas por pequenas diferenças, os adversários "estão se unindo pelo dinheiro, pelo poder, para garantir a impunidade". Ela propôs: "temos que ter linhas mestras - valorização da vida, proteção da juventude, e enfrentamento da criminalidade. É isso que tem que nos unir". E alertou: "não podemos cair na armadilha deles, que é armadilha da cisão". 

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