quinta-feira, 12 de julho de 2018

Marina Silva cogita chapa puro-sangue: 'Não vamos fazer alianças esdrúxulas só para ter tempo de TV'


Imagem: Wilson Dias / ABr
Apesar da falta de estrutura de seu partido, Marina Silva, pré-candidata da Rede ao Planalto, afirmou nesta quarta-feira que cogita disputar a eleição com uma chapa puro sangue. Nesse caso, teria como vice um nome de sua própria legenda nas eleições de outubro.

Marina reiterou, porém, que continua em diálogo com PPS, PHS, PROS e parte da direção do PV, cortejado por Alckmin.

— Até o dia 4 de agosto (quando deve acontecer a convenção partidária), teremos um candidato a vice. Temos uma boa prata da casa e bons nomes na Rede em que pese buscarmos esses partidos a que me referi temos dialogado — disse Marina em entrevista à rádio Super Notícia, de Minas Gerais. A pré-candidata esteve em Belo Horizonte para lançar o nome de Kaka Menezes ao Senado Federal.

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— O fato de ter o compromisso programático não é uma dificuldade. Não vamos fazer alianças esdrúxulas só para ter tempo de TV.

A última pesquisa Ibope, divulgada no final de junho, mostra que, no cenário sem a participação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Marina aparece com 13% das intenções de voto. Segundo o instituto, a pré-candidata está no limite do empate técnico com o ex-capitão do exército e deputado Jair Bolsonaro (PSL), que tem 17% das intenções de voto. A margem de erro da pesquisa é de 2 pontos percentuais.

Questionada sobre a possibilidade aventada por partidos de esquerda de formar uma frente única para derrotar Bolsonaro num eventual segundo turno, Marina rejeitou qualquer tipo de aliança.

A pré-candidata também partiu para ataque contra partidos como PT, DEM e MDB. Marina também não poupou o PSDB embora tenha feito um movimento recente de aproximação com o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. Na semana passada, ela enviou emissários para um evento de renovação partidário capitaneado por Fernando Henrique, que tem feitos elogios a Marina.

— Toda vez que a sociedade brasileira quer fazer uma mudança os partidos da polarização dizem que é fundamental se unir em torno deles pra continuarem no poder. É assim que, historicamente, o PT e o PSDB vão para o segundo turno. Um diz que é a salvação porque vai privatizar, outro porque vai estatizar — alfinetou a pré-candidata, que se apresentou como defensora da ação de combate à corrupção: — Não queremos alianças com quem faz oposição ao combate à corrupção. Não há interesse de nossa parte de fazer alianças com os partidos que hoje estão unidos combatendo a Lava-Jato, como PT, PSDB, MDB e DEM e os seus satélites.

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O Globo
Editado por Política na Rede 
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