terça-feira, 24 de julho de 2018

PF vai investigar ato de vândalos que jogaram tinta na entrada do STF


Imagem: ABr
A Polícia Federal vai investigar um ato de seguidores do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) que jogaram nesta terça-feira (24) tinta vermelha no salão branco do Supremo Tribunal Federal (STF), em Brasília, segundo o Broadcast Político apurou. O presidente do STF em exercício, Dias Toffoli, deve divulgar ainda hoje uma nota oficial sobre o episódio.

Cerca de 20 vândalos favoráveis ao petista protestaram nesta terça-feira na entrada do edifício-sede do STF, por onde os integrantes da Corte costumam passar ao chegar para as sessões plenárias do tribunal. O recesso dos ministros do STF termina no dia 31 de julho.

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O grupo jogou tinta vermelha no salão branco da Corte e pediu a liberdade do ex-presidente, condenado e preso na Operação Lava Jato. O ato ocorreu no fim da manhã e durou pouco mais de 10 minutos.

De acordo com a equipe de segurança do Supremo, os vândalos são os mesmos que na última sexta-feira criticaram decisões recentes do colegiado, o salário dos magistrados e a prisão do ex-presidente Lula. O grupo iniciou o ato na Praça dos Três Poderes e o encerrou na parte de trás do prédio principal da Corte. Em seguida, foram embora em duas vans. Os integrantes do grupo levavam cartazes representando a carteira de trabalho brasileira, a Constituição Federal e a marca da Petrobras.

Seguranças presentes no momento do ato mostraram à reportagem fotos e vídeos dos vândalos, que gritavam "Lula livre" e carregavam cartazes pedindo a liberdade do petista. Um dos seguranças que tentou impedir a ação dos manifestantes ficou com uma marca de mão em sua camisa.

Em dezembro de 2016, a estátua da Justiça, localizada na frente do edifício-sede do STF, foi alvo de tinta vermelha atirada por um grupo que contestava decisão da Primeira Turma da Corte sobre aborto. À época, o colegiado abriu um precedente ao entender que não é crime o aborto realizado durante o primeiro trimestre de gestação – independentemente do motivo que leve a mulher a interromper a gravidez.

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Rafael Moraes Moura e Teo Cury
O Estado de S.Paulo
Editado por Política na Rede
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