terça-feira, 31 de julho de 2018

PT defende 'golpistas' e abraça oligarquias para tentar sobreviver


Imagem: Reprodução / Redes Sociais
Minutos antes de oficializar sua aliança com Renan Calheiros e Renan Filho (MDB) na convenção do PT em Alagoas, o deputado Paulão se irritou com um grupo que chamava os convidados de “golpistas”.


“Vocês podem até não votar no governador e no senador, mas vaiar é uma atitude antidemocrática, falta de respeito e de educação”, reclamou.

Cármen deixará para colegas decisão final sobre reajuste para ministros
Partido de João Amoêdo rejeita convite de Janaína para uma aliança já no primeiro turno

Apesar da força preservada pelo ex-presidente Lula no Nordeste, o enfraquecimento do PT empurra a sigla para o lado das velhas oligarquias da região. Para sobreviver e pegar carona na estrutura política dos caciques, o partido topou mergulhar no poço das incoerências eleitorais.

O Renan Calheiros defendido por Paulão (que foi presidente da CUT) é o mesmo que votou pelo impeachment de Dilma Rousseff e exclamou um “tamos juntos” na posse de Michel Temer. O senador teve uma recaída pró-PT, mas só quando percebeu que sua reeleição estava em risco.

No Ceará, os petistas rifaram a candidatura de José Pimentel para mais um mandato no Senado, abrindo  caminho para Eunício Oliveira (MDB).

Contrariado, Pimentel disse que sua saída “possibilita o fortalecimento de setores que atacam conquistas sociais”. Para o ex-presidente do PT Ricardo Berzoini, a decisão “é o triunfo da burocracia clientelista”.

O sinal verde partiu do próprio Lula. Em outubro, o ex-presidente disse que estava “perdoando os golpistas”. No dia seguinte, o PT de Alagoas anunciou que voltaria a ocupar cargos no governo Renan Filho.

Os políticos que derrubaram Dilma esquecem as hostilidades sofridas. Ciro Nogueira, que demoliu o último pilar do governo ao tirar o PP da base aliada, aderiu à chapa petista no Piauí. Já o clã Sarney finge que o dedo do patriarca não deslizou na urna eletrônica em 2014 para dar um voto a Aécio Neves (PSDB).

Roseana, que tenta voltar ao governo do Maranhão, discursou no domingo (29) como se a família não tivesse conspirado pelo impeachment e instalado um ministro no governo Temer. “Todos queremos que Lula supere esse sofrimento.”

Veja também:




Bruno Boghossian
Folha de S. Paulo
Editado por Política na Rede
Comentários
0 Comentários

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...