sexta-feira, 17 de agosto de 2018

‘É preciso eliminar da competição política candidato sem integridade’, defende Bretas


Imagem: Marcos Arcoverde / Estadão
O juiz federal Marcelo Bretas, que comanda a Operação Lava Jato no Rio, afirmou nesta sexta-feira, 17, durante evento em São Paulo, que é preciso ‘eliminar das competições políticas pessoas que não têm capacidade e integridade necessárias para participar e para ocupar cargo público’. O magistrado participou do Fórum de Compliance da Amcham-SP.

Bretas avaliou o caso de candidaturas que serão avaliadas pelo Tribunal Superior Eleitoral. O ex-presidente Lula, que não foi citado pelo magistrado, terá seu registro de candidatura julgado pela Corte Eleitoral.

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“Uma resposta genérica que eu posso dar. Até porque não atuo em questão eleitoral. A mensagem que deve ser passada para todo o Brasil e para o mundo é que no Brasil a lei vale para todos. Nós precisamos eliminar das competições políticas pessoas que não têm capacidade e integridade necessárias para participar e para ocupar cargo público. E isso quem diz é a lei”, afirmou.

“A lei fixou parâmetros objetivos: condenação criminal confirmada numa segunda instância, por exemplo”, seguiu o juiz da Lava Jato Rio. “É a lei que diz, não é o juiz que está dizendo. Importante é a mensagem que a lei tem que ser cumprida para todos, que não há pessoas que sejam mais ou melhor ou pior vistas de acordo com a proximidade do poder ou de qualquer outra situação.”

O magistrado foi enfático. “Tem que ser igual para todo mundo, essa isonomia. O Brasil precisa ver isso, o tratamento isonômico. Quem cumpre a lei vai ser protegido, vai ter liberdade de atuação. Quem não cumpre vai sofrer a responsabilidade também.”

O magistrado disse ainda que ‘a figura do presidente da Republica tem uma importância ímpar’.

“É o presidente da República que cuida, que trata, que indica os membros do Supremo Tribunal Federal, que eu acho que essa é a composição mais importante hoje nesse combate à corrupção. A depender do viés que futuros ministros adotem, priorizem ou não esse tema, sem duvida isso cai repercutir nos trabalhos da investigação”, afirmou.

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Julia Affonso
O Estado de S. Paulo
Editado por Política na Rede
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