domingo, 26 de agosto de 2018

Em Barretos, Bolsonaro promete atacar 'indústria da multa' no campo e proteger produtores contra invasões


Imagem: Amanda Pioli / G1
Em visita à Festa do Peão de Barretos neste sábado (25), o candidato do PSL à Presidência da República, Jair Bolsonaro, prometeu atacar o que chamou de "indústria da multa" sobre os produtores rurais.

Em resposta à pergunta de uma menina de 8 anos presente na Queima do Alho, uma das atrações do evento, ele disse que multas são aplicadas "sem critério" dentro das propriedades, sob patrocínio do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).

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"Vamos resolver esse assunto", disse Bolsonaro. "Não pode continuar acontecendo isso. Todos nós queremos preservar o meio ambiente, mas não aceitamos esse tipo de multa que visa perseguir as pessoas que produzem no Brasil. Multagem nas estradas, pode ter certeza, isso vai mudar. Não vai estar nas mãos de políticos mais não, ok?", completou em seguida.

Em discurso, Bolsonaro também também disse que o homem e a mulher do campo sempre estiveram "na vanguarda da nossa economia". "Vocês precisam de um presidente que realmente não os atrapalhe num primeiro momento, e no segundo que colabore para que a nossa agricultura, a nossa pecuária cada vez mais conquiste mais espaço no mundo", disse.

Depois, disse que, se eleito presidente, os ministérios da Agricultura e Meio Ambiente serão fundidos, e que o titular da pasta "será indicado por vocês dos setores produtivos".

Mais tarde, durante uma entrevista à imprensa, Bolsonaro disse ser preciso dar estabilidade jurídica ao produtor rural. Disse que quer impedir que, de uma hora para outra, a terra de um agricultor possa ser incluída num plano de demarcação indígena ou quilombola.

Outra promessa foi trabalhar para impedir a cobrança do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) sobre produtores que exportam alimentos. "São alguns dos problemas e do que depender da caneta presidencial, se eu chegar lá, será resolvido", afirmou.

"O que depender do Parlamento, eu acho que a bancada ruralista vai crescer no crescente ano, juntamente na bancada conservadora. E nós teremos como solucionar os problemas", disse depois.

Bolsonaro também repetiu compromisso de combater invasões de terra por parte do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), cujas ações poderão ser tratadas como terrorismo. Também prometeu facilitar o posse de armas pelos agricultores para protegerem suas propriedades.

Oposição ao PT

Na entrevista à imprensa, Bolsonaro também defendeu comércio do Brasil com "o mundo todo" e aproximação com as "grandes potências". "Você tem que deixar de fazer comércio do Brasil com o mundo pelo viés ideológico", disse.

Ao final, disse que o PSDB não faz oposição ao PT.

"Se acreditava que o PSDB era oposição ao PT. Não é e nunca foi. Tanto é que o Fernando Henrique Cardoso declarou pela segunda vez que no possível segundo turno se uniria ao PT para derrotar Jair Bolsonaro", disse.

Em seguida, disse que o ex-presidente "não terá esse trabalho porque nós venceremos no primeiro turno".

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G1
Editado por Política na Rede
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