sexta-feira, 3 de agosto de 2018

Lava-Jato prende dono de banco no Panamá acusado de lavar dinheiro para esquema de Cabral


Imagem: Pablo Jacob / O Globo
Agentes da Polícia Federal e da força-tarefa da Lava-Jato no Rio estão nas ruas nesta sexta-feira para cumprir três mandados de prisão contra suspeitos de participar do esquema de corrupção e lavagem de dinheiro comandado pelo ex-governador Sérgio Cabral. O principal alvo da ação de hoje é o empresário Eduardo Plass, dono do TAG Bank/Panamá e presidente da gestora de recursos Opus Investimento. Ele é acusado pelos investigadores de ter usado seu banco em repasses de grandes somas de dinheiro ilegal e foi preso em sua casa no Leblon, na zona sul. Os outros dois mandados de prisão são contra Maria Ripper Kos e Priscila Moreira Iglesias, sócios de Plass na Opus, e estão sendo cumpridos também na zona sul do Rio.

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Em janeiro do ano passado, Plass chegou a ser alvo de condução coercitiva no âmbito da operação Eficiência, cujo principal alvo foi o empresário Eike Batista.

De acordo com as investigações daquela época, contas do TAG Bank de Plass (Golden Rock e Blue Diamond) foram usadas para o pagamento de propina no valor de US$ 16,5 milhões (R$ 60 milhões) ao ex-governador por Eike Batista e Flávio Godinho, do grupo EBX, no Panamá.

Para o Ministério Público Federal (MPF), esse valor foi solicitado por Sérgio Cabral a Eike Batista no ano de 2010, e para dar aparência de legalidade à operação foi realizado em 2011 um contrato de fachada entre a empresa Centennial Asset Mining Fuind Llc, holding de Batista, e a empresa Arcadia Associados, por uma falsa intermediação na compra e venda de uma mina de ouro. A Arcadia recebeu os valores ilícitos numa conta no Uruguai, em nome de terceiros mas à disposição de Cabral.

Eike Batista, Godinho e Cabral também são suspeitos de terem cometido atos de obstrução da investigação, porque numa busca e apreensão em endereço vinculado a Batista em 2015 foram apreendidos extratos que comprovavam a transferência dos valores ilícitos da conta Golden Rock para a empresa Arcádia. Na oportunidade os três investigados orientaram os donos da Arcadia a manterem perante as autoridades a versão de que o contrato de intermediação seria verdadeiro.

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Chico Otávio e Daniel Biasetto
O Globo
Editado por Política na Rede
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