domingo, 12 de agosto de 2018

'Pai Ciro não traz a mulher amada, mas vai ajudar você a tirar o nome do SPC', diz Ciro Gomes


Imagem: Reprodução / Facebook
Numa transmissão ao vivo pelo Facebook na manhã deste sábado (11), o candidato à Presidência da República Ciro Gomes (PDT) reafirmou sua promessa de limpar o nome dos 63 milhões de brasileiros arrolados pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC), mas não deu detalhes de como fará isso, se eleito.

– Eu preparei um projeto para limpar o nome das pessoas. Tudo o que eu falo agora, os meus adversários estão copiando, está ficando engraçado – disse Ciro, que complementou: – Vou fazer um suspense.

A entrevista foi transmitida pela página oficial do candidato no Facebook, começou por volta das 11h15 e durou quase duas horas. A audiência oscilou em torno dos 2 mil espectadores.

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Ciro foi entrevistado por seis companheiros do PDT. Cinco dos entrevistadores são candidatos em São Paulo: Marcelo Cândido (governador), Gleides Sodré (vice-governadora), Antonio Neto (senador), Tabata Amaral (deputada federal) e Gabriel Cassiano (deputado estadual). O sexto entrevistador era Túlio Gadêlha, candidato a deputado federal por Pernambuco e namorado da apresentadora Fátima Bernardes.

Ciro aproveitou para fazer propaganda dos candidatos paulistas, ainda bastante desconhecidos do eleitorado. Depois da decisão do PSB de se manter neutro na disputa presidencial, o PDT decidiu impulsionar candidaturas nos estados. Ciro aproveitou para alfinetar antigos aliados:

– São Paulo precisa de mudança. Há 24 anos é governado pela mesma turma. Desse mato não vai mais sair coelho – disse o presidenciável, que tem um fraco por ditados populares.

– O Márcio França perdeu uma oportunidade de ouro de apostar numa coisa nova, mas ficou com o Alckmin, com essa turma velha toda. Sobrou também para o deputado Paulinho da Força (SD-SP):

– Paulinho é outro que perdeu uma oportunidade de ouro. Paulinho, você está do lado de quem quer quebrar seu sindicato! Mas tudo bem, a gente se encontra lá na frente.

De olho no eleitor paulista e com elogios à economia diversificada do estado, Ciro apresentou quatro pontos de seu projeto econômico: impulsionar o consumo das famílias (e aqui vem o plano de limpar o nome dos devedores); baixar os juros para incentivar o investimento; retomar obras públicas para gerar empregos na construção e implementar uma política industrial com foco no comércio exterior.

Cassiano pediu a Ciro que detalhasse um pouco como vai limpar o nome dos brasileiros. Ciro evitou dar detalhes, mas disse que seu governo vai renegociar as dívidas e transformar os bancos públicos em credores.

– Ainda não vou entregar o ouro. Não vou entregar. Pai Ciro não traz a mulher amada, mas vai ajudar você a tirar o nome do SPC. Manda mais meme, mais meme! – disse, arrancando risadas dos entrevistadores.

– Bota defeito, negada, que vocês vão engolir a isca com anzol e tudo! Ciro também afirmou que vai rever a Reforma Trabalhista aprovada pelo governo Michel Temer, mas reconheceu que a legislação trabalhista brasileira precisava ser modernizada. Criticou com vigor a regulamentação do trabalho intermitente e aprovação do trabalho de gestantes e lactantes em condições insalubres.

– Uma vez eleito, eu vou chamar os sindicatos, os trabalhadores, os empresários, a universidade e especialistas internacionais para montar uma lei trabalhista moderna. Uma lei moderna que vem para proteger o lado mais fraco, que é o trabalho contra o capital – disse.

– Deixar trabalhador e patrão negociar livremente é botar uma galinha para negociar com uma raposa. Cerca e diz: “negocie livremente”. Meu irmão, não sobra uma pena! Ele não esqueceu de citar que seus adversários apoiaram as reformas de Temer.

– Aí vem o meu estimado amigo Geraldo Alckmin, meu opositor, e diz: “Ops! Erramos...”. Peraí! – zombou – O PSBD e PMDB são os dois partidos que sustentaram o golpe e votaram todas essas reformas antipobre e antinacional. E ainda vão dizer que são a mudança. Quem diz que é a mudança e sustenta Temer insulta o povo.

Também sobraram farpas para a centro-esquerda. Em especial, para o PT e defensores da candidatura do ex-presidente Lula, preso em Curitiba desde abril.

– Eu proponho um projeto nacional que não fique dependendo de Lula ou de Ciro. Isso é doentio. Deus o livre, mas e se morre... É preciso que se produzam mil Lulas, 2 mil Ciros! A gente não depende de líderes carismáticos.

Quando Cassiano lembrou que 11 de agosto é Dia do Advogado, Ciro recitou seu número de inscrição na Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), disse que mantém a anuidade em dia e fez piada:

– Se alguém aí precisar de um advogado na luta pela eleição, conta comigo.

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Ruan de Sousa Gabriel
O Globo
Editado por Política na Rede 
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