sábado, 4 de agosto de 2018

Patriota oficializa candidatura de Cabo Daciolo à Presidência


Imagem:  Adriano Oliveira / G1
Patriota confirmou neste sábado (4), em convenção nacional em Barrinha (SP), a escolha de Benevenuto Daciolo Fonseca dos Santos, conhecido como Cabo Daciolo, 42 anos, como candidato à Presidência da República. Eleito deputado federal pelo Rio de Janeiro nas eleições 2014, ele foi aclamado por correligionários. Daciolo disputará a Presidência pela primeira vez.

A pedagoga Suelene Balduino Nascimento, também filiada ao Patriota, foi confirmada como vice na chapa. O convite foi feito na quinta-feira (2), quando ela esteve reunida com Daciolo, em Brasília (DF).

Leia também: 


Segundo o presidente do partido, Adilson Barroso, as propostas de governo serão apresentadas posteriormente.

Em entrevista coletiva, Daciolo afirmou que a educação será o carro-chefe da campanha presidencial. Ele defendeu a escolha da vice, que atua há 23 anos no ensino fundamental. Segundo o candidato, atualmente, 6% do PIB são investidos na área, mas o objetivo é fazer com o que o percentual em seu governo chegue a 10%, "como sonham os professores".

“Nós vamos investir em educação, ciências, tecnologia, inovação, institutos federais. Isso muda uma nação, isso muda um povo. Uma das teses para você escravizar um povo é tirar a identidade desse povo. Você tira o amor à pátria, você tira o amor ao nacionalismo, ao civismo, e nós vamos trazer isso de volta.”

Sobre a segurança pública, Daciolo citou que o Rio de Janeiro é um exemplo dos problemas relacionados à violência no país e fez críticas à intervenção militar.

“Essa intervenção militar é mentirosa, é falsa. Foi um momento de crise no governo Temer, onde ele tenta arrumar uma solução para poder se aliviar por causa da Reforma da Previdência, onde ele já saia perdido.”

O candidato também disse que antederá ao pedido de policiais militares, civis e bombeiros, e criará um piso salarial nacional da segurança pública.

“Para a segurança pública, nós vamos transformar. Desde o sucateamento do governo Fernando Henrique Cardoso, vem um sucateamento das Forças Armadas de forma proposital. Nunca investimos em educação no nosso país, mas, antigamente, nossos jovens completavam 18 anos e iam para o serviço militar, e eles aprendiam nacionalismo, patriotismo e civismo. Ele saía com um curso técnico, uma formação. Hoje, não mais. Hoje, eles pegam o nosso jovem e jogam direto para o crime, para o tráfico. Nós vamos transformar e mudar. Valorizando a educação e unindo o povo civil do povo militar, transforma-se rápido esse país. Gloria a Deus.”

O candidato citou que as eleições passadas registraram 37 milhões de votos brancos, nulos e de abstenções, e disse acreditar na conquista desses eleitores durante a campanha.

“Eu quero ser forte. Esses votos vêm para a gente. Chega de corrupção, ela é fruto da impunidade.”

Daciolo criticou a legalização do aborto e também o que chamou de "ideologia de gênero", afirmando que é contra o ensino do conceito nas escolas.

"É não pela legalização do aborto. Legalizar a pedofilia, tem notícia que a pedofilia agora é enfermidade, é doença. Eu digo não à pedofilia. Querem implementar nas escolas, nos nossos jovens, querem implementar, querem colocar a ideologia de gênero. Eu digo não à ideologia de gênero. Mas, digo sim à família tradicional brasileira."

O candidato afirmou ainda que o partido negou a verba no valor de R$ 9.936.929,10, destinada pelo fundo eleitoral para o pleito de 2018, e que a campanha será custeada por doações de simpatizantes.

“Nós não aceitamos dinheiro de fundo eleitoral, dinheiro esse que nosso partido votou contra, glória a Deus. Dinheiro esse que saiu do povo, da área da saúde e da educação. A nossa campanha presidencial vai ser feita com a sua doação, com o que você sentir no coração. Está lá a página.”

Biografia

Cabo Daciolo tem 42 anos, é casado com Cristiane Daciolo e pai de três filhos. Natural de Florianópolis (SC), é filho de Manoel Fonseca, coronel-aviador reformado e procurador federal da AGU, e Neuza Daciolo.

Ganhou notoriedade em 2011, ao liderar a greve dos bombeiros no Rio de Janeiro, que reivindicava melhores salários e condições dignas de trabalho. O movimento aconteceu na gestão de Sérgio Cabral.

Bombeiro militar reformado do Estado do Rio de Janeiro, chegou ao Congresso Nacional ao ser eleito com 49.831 votos pelo PSOL, em 2014. Em 2015, foi expulso do PSOL por contrariar o programa do partido ao fazer pregações bíblicas na tribuna da Câmara dos Deputados.

Veja também:





Adriano Oliveira e Thaisa Figueiredo
G1 
Editado por Política na Rede 
Comentários
0 Comentários

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...