sexta-feira, 3 de agosto de 2018

Sob protestos de militantes petistas, Gleisi defende acordo do PT com PSB


Imagem: Mônica Teodosio / Divulgação
Sob protestos de militantes pernambucanos, a senadora Gleisi Hoffmann (PT) defendeu nesta quinta-feira, 2, a estratégia do partido de desistir da candidatura de Marília Arraes (PT) ao governo do Estado para viabilizar o acordo nacional com o PSB nas eleições 2018. A legenda ficará neutra no pleito nacional em troca de apoio do PT em Estados chave como em Pernambuco, onde Paulo Câmara, do partido, será candidato à reeleição.

“É claro que é ruim para a gente, do ponto de vista regional e de Pernambuco, abrir mão de uma candidatura como de Marília (Arraes), mas temos um projeto nacional e, desde o início, os companheiros de Pernambuco sabiam dessa nossa movimentação e conversação. Em nenhum momento fizemos qualquer movimentação que não fosse clara e aberta”, declarou em Curitiba, onde esteve com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na carceragem da Polícia Federal (PF), onde está preso após condenação na Operação Lava Jato.

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Enquanto falava com a imprensa, integrantes de movimentos sociais e do PT pernambucano protestavam com faixas e cartazes e gritando “não tem plano B, em Pernambuco é Marília do PT”. Gleisi afirmou que iria conversar com os manifestantes para explicar a estratégia petista. “Não vamos resgatar uma agenda de desenvolvimento inclusivo, e nosso foco é esse, melhorar as condições do Brasil, se não tivermos uma frente assim, sozinhos não vamos fazer”, disse.

Izaquiel de Souza, integrante do MST de Pernambuco, era um dos que protestava contra a fala de Gleisi. Ele carregava um cartaz com os dizeres: “Não apoiamos golpistas. A militância é Marília Arraes (PT)”. “Queremos um projeto de candidatura nova, do PT, que apoia a reforma agrária. Apoiamos ela (Marília) para o que der e vier. Queremos a manutenção da candidatura dela e faremos o possível para isso”, declarou o militante ao Estado.

Gleisi afirmou ainda que as conversações para alianças com o PT continuam com outros partidos como PCdoB, que previamente lançou a pré-candidatura de Manuela D’Ávila à Presidência; e PDT, que tem Ciro Gomes como candidato nas eleições 2018. “Pretendemos remeter a decisão de vice do presidente Lula para a Executiva Nacional definir, o que deve ser feito na véspera do registro da candidatura”, afirmou.

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Katna Baran
O Estado de S.Paulo
Editado por Política na Rede
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