sábado, 1 de setembro de 2018

Candidatos à Presidência dizem ao TSE ter arrecadado R$ 109,2 milhões nos primeiros dias de campanha


Imagem: Reprodução / Band
Dez dos 13 candidatos à Presidência da República informaram ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que arrecadaram R$ 109,2 milhões nos primeiros dias da campanha eleitoral.

Deste total declarado, 80,5% foram repassados aos candidatos pelos partidos aos quais são filiados.

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O levantamento, feito pelo G1 a partir das informações disponíveis no sistema do TSE, tem como base as informações fornecidas pelos candidatos até as 19h desta sexta-feira (31).

Veja na tabela abaixo quanto cada candidato disse ter arrecadado, por ordem alfabética:



Observação: Cabo Daciolo (Patriota), José Maria Eymael (DC) e Jair Bolsonaro (PSL) não declararam receitas à Justiça Eleitoral até a publicação desta reportagem.

Campanha eleitoral

A campanha eleitoral começou oficialmente em 16 de agosto e, neste sábado (1º), chegou ao 17º dia. O primeiro turno está marcado para 7 de outubro e o segundo, para o dia 28.

Pelas regras deste ano, cada candidato a presidente pode gastar até R$ 70 milhões no primeiro turno e até R$ 35 milhões, no segundo.

Conforme o TSE, partidos e candidatos devem enviar relatórios financeiros das campanhas à Justiça Eleitoral, via internet, até 72 horas após o recebimento de cada doação.

A prestação de contas deve seguir o seguinte calendário:

  • Primeira prestação: 9 a 13 de setembro;
  • Candidatos que ficarem no primeiro turno: até 6 de novembro;
  • Candidatos que forem ao segundo turno: até 17 de novembro.


Repasses dos partidos

Até agora, os partidos responderam por maior parte dos recursos arrecadados pelas campanhas dos presidenciáveis: R$ 87,9 milhões (80,5%).

A situação difere da verificada há quatro anos, quando os 11 candidatos à Presidência da República informaram ao TSE a arrecadação total de R$ 645 milhões, com a maior parte obtida por meio de doações de empresas.

É que a eleição de 2018 é a primeira disputa presidencial realizada após a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de proibir as doações eleitorais feitas por empresas.

Com a decisão do STF, a principal fonte de financiamento de partidos e candidatos em 2018 passou a ser o fundo eleitoral, no valor R$ 1,7 bilhão, criado com dinheiro do Orçamento da União para ajudar a bancar as campanhas.

Neste ano, MDB, PT e PSDB receberão juntos R$ 632 milhões (37% do fundo), enquanto os outros 32 partidos, o restante.

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Guilherme Mazui
G1
Editado por Política na Rede
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