segunda-feira, 17 de setembro de 2018

PF investiga com quem comitiva da Guiné Equatorial que teve fortuna apreendida se encontraria no Brasil


Imagem: Divulgação
A Polícia Federal (PF) vai abrir inquérito para tentar descobrir com quem a comitiva da Guiné Equatorial, que teve US$ 16 milhões em dólares e joias não declarados apreendidos, iria se encontrar durante estadia no Brasil.

A fortuna estava em duas malas não diplomáticas da delegação composta pelo vice-presidente Teodoro Obiang Mang e mais 10 pessoas. Foram apreendidos US$ 1,4 milhão e R$ 55 mil em espécie, e 20 relógios de luxo, um deles cravejado de diamantes, avaliado em US$ 3,5 milhões.

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A comitiva desembarcou no Aeroporto Internacional de Viracopos, em Campinas (SP), a bordo do Boeing 777-200 do governo do país africano, na tarde da última sexta-feira (14), e pegou o voo de volta neste domingo (16), sem os bens apreendidos.

Informações apuradas pela equipe do Fantástico, da TV Globo, são de que a Receita Federal abriu processo administrativo que pode culminar com o leilão dos bens apreendidos.

'Chamava atenção'

Em depoimento à Polícia Federal, o auditor da Receita Federal que acompanhou a fiscalização das malas detalhou que os integrantes da comitiva foram advertidos que não poderiam entrar no Brasil com as malas sem submetê-las a inspeção.

Segundo o relato, dois indivíduos que carregavam as malas diziam que o conteúdo era de pertences pessoais do vice-presidente e, por isso, não queriam que houvesse a inspeção.

O auditor destacou que uma das malas "chamava atenção por aparentar ser muito pesada", pelo "esforço que o homem que a carregava estava fazendo".

Tratamento médico

Em depoimento à Polícia Federal, o secretário da Embaixada da Guiné Equatorial, Leminio Akuben Mikue, alegou que o vice-presidente veio ao Brasil para tratamento médico, e que o US$ 1,4 milhão em uma das malas seria utilizado em missão oficial posterior, com destino a Singapura. Sobre os relógios, o secretário informou que seriam de uso pessoal de Teodoro Obiang Mang.

Teodoro Obiang, conhecido como Teodorín, é o filho mais velho do presidente da Guiné Equatorial, Teodoro Mbasogo. Ele é vice-presidente desde 2016. Seu pai é ditador do país há 39 anos. Nenhum chefe de estado africano está há tanto tempo no poder.

Teodorín esteve no Brasil em 2015, quando a escola de samba Beija-Flor, do Rio de Janeiro, fez um desfile em homenagem à Guiné Equatorial.

O G1 tem tentado contato desde a noite de sexta-feira com a embaixada da Guiné Equatorial no Brasil, sem sucesso.

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G1
Editado por Política na Rede
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