quinta-feira, 11 de outubro de 2018

De 513 deputados eleitos na Câmara, só 27 dependeram dos próprios votos para se eleger


Imagem: Reprodução / Redes Sociais
Nas eleições deste ano, 27 deputados eleitos atingiram ou ultrapassaram o quociente eleitoral – ou seja, obtiveram uma cadeira na Câmara dos Deputados por meio de votação própria, sem depender dos votos totais obtidos pelo conjunto do partido ou coligação.

Em relação à composição total da Câmara, esse grupo corresponde a 5,26% dos 513 deputados. É um percentual menor que o de 2014, quando foram registrados 7,01% de deputados nessa condição – 36 parlamentares.

O grupo de 27 deputados eleitos está distribuído entre 14 partidos:

7 deputados do PSL
Carlos Jordy (RJ)
Delegado Waldir (GO)
Eduardo Bolsonaro (SP)
Felipe Francischini (PR)
Helio Fernando Barbosa Lopes (RJ)
Joice Hasselmann (SP)
Marcelo Alvaro Antonio (MG)

Leia também: 

3 deputados do PT
Gleisi Hoffmann (PR)
Marília Arraes (PE)
Reginaldo Lopes (MG)

3 deputados do PSB
Alessandro Molon (RJ)
JHC (AL)
João Campos (PE)

3 deputados do PSD
Flordelis (RJ)
Otto Alencar Filho (BA)
Sargento Fahur (PR)

2 deputados do PR
Josimar Maranhãozinho (MA)
Tiririca (SP)

1 deputado do PSOL
Marcelo Freixo (RJ)

1 deputado do PSC
André Ferreira (PE)

1 deputado do PRB
Celso Russomano (SP)

1 deputado do PROS
Capitão Wagner (CE)

1 deputado do PV
Celio Studart (CE)

1 deputado do Avante
Pastor Sargento Isidório (BA)

1 deputado do DEM
Kim Kataguiri (SP)

1 deputado do Novo
Marcelo Van Hatten (RS)

1 deputado do PMN
Eduardo Braide (MA)

Saiba como eram e como ficaram as bancadas na Câmara

Os demais 486 deputados eleitos foram "puxados" para a Câmara com os votos dados aos partidos e aos demais candidatos. Isso ocorre porque o sistema de eleição para a Câmara dos Deputados é o proporcional.

Nesse sistema, nem sempre o candidato mais votado é o que obtém a cadeira na Casa, como ocorre, por exemplo, na eleição pelo sistema majoritário – usada no Senado e em cargos executivos (presidente da República, governadores e prefeitos).

Nas eleições do último domingo, os eleitores votaram no seu candidato a deputado federal e também no seu partido ou coligação.

Na apuração, o primeiro cálculo feito é o chamado quociente eleitoral: primeiro, divide-se o número de votos válidos (sem contar brancos e nulos) pelo número de cadeiras em disputa – na Câmara, há estados que elegem 8 deputados, e estados que elegem 70.

Se forem 100 mil votos e dez cadeiras em disputa, por exemplo, o quociente eleitoral é 10 mil.

Em seguida, é feito o cálculo do quociente partidário, dividindo o número de votos que o partido ou a coligação obtiveram pelo quociente eleitoral.

O número inteiro da divisão, desprezando os algarismos após a vírgula, é o total de cadeiras que o partido ganha nesta primeira fase. Por exemplo, se um partido ou coligação recebeu 27 mil votos, e o quociente for 10 mil, o resultado da conta dá 2,7. O partido teria direito a duas vagas.

Com o número de cadeiras para cada partido ou coligação definidos, os partidos vão preenchendo as vagas a que têm direito com os deputados que obtiveram mais votos individualmente.

Veja também:




Fernanda Vivas
G1
Editado por Política na Rede
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