terça-feira, 16 de outubro de 2018

PF conclui investigação e vê organização criminosa de Temer e aliados no inquérito dos Portos


Imagem: Marcos Corrêa / PR
A Polícia Federal concluiu nesta segunda-feira (15/10) o chamado inquérito dos Portos e apontou que o presidente Michel Temer (MDB) e seu grupo político participaram de um esquema de corrupção no setor nos últimos 20 anos.

Para a PF, ele integraram uma organização criminosa dividida em quatro núcleos: político, administrativo, empresarial (ou econômico) e operacional (ou financeiro) e cometeram crimes de corrupção e lavagem de dinheiro. Além de Temer, os investigadores implicam a filha do emedebista Maristela Temer, o  coronel João Baptista Lima, além de empresários da Rodrimar e Torrealba, sócia do grupo Libra.

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Esta é a última frente de investigação que estava aberta no Supremo Tribunal Federal contra o presidente e foi encerrada a menos de 90 dias de deixar o cargo. Agora, cabe à Procuradoria Geral da República decidir se oferece ou não denúncia neste caso. O regimento da Corte prevê que o prazo é de 15 dias para manifestação do MPF.

São alvos:

1. Michel Miguel Elias Temer Lulia
2. Rodrigo Santos da Rocha Loures
3. Antônio Celso Grecco
4. Ricardo Conrado Mesquita
5. Gonçalo Borges Torrealba
6. João Baptista Lima Filho
7. Maria Rita Fratezi
8. Carlos Alberto Costa
9. Carlos Alberto Costa Filho
10. Almir Martins Ferreira
11. Maristela de Toledo Temer Lulia

Temer já foi alvo de duas denúncias do Ministério Público Federal que foram travadas pelo Congresso ao longo de 2017 – sendo que a Constituição exige que ao menos 342 dos 513 deputados autorizem o Supremo a julgar a denúncia para que tenha andamento na Corte.

Inicialmente, o emedebista foi denunciado por corrupção passiva na esteira da delação da JBS. Depois, foi acusado de organização criminosa e obstrução de Justiça. No mês passado, a procuradora-geral da República, Raquel Dodge, pediu ao Supremo para suspender até o fim do mandato o inquérito que apura se Temer e aliados participaram de suposto acerto de propina de R$ 10 milhões como a Odebrecht.

Após a PF apontar que o que se vê é um esquema deliberadamente voltado ao trato de dinheiro marginal”, Dodge entendeu que se aplica no caso a imunidade temporária do presidente que não pode ser responsabilizado por fatos alheios ao mandato.

O inquérito dos Portos começou também como desdobramento da colaboração da JBS, quando provas indicaram que Rodrigo Rocha Loures, ex-deputado e ex-assessor de Temer, cuidava de repasses ilícitos para o presidente em troca de favorecimento à Rodrimar.

Além disso, segundo as investigações, as tratativas chegaram a envolver a JBS, que teria sido consultada sobre a disponibilidade para intermediar o suposto pagamento de propina da Rodrimar ao grupo político do presidente, em troca de contrapartidas diversas. Temer sempre negou.

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Márcio Falcão 
Jota
Editado por Política na Rede
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