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Imagem: Reprodução / Redes Sociais |
Os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiram, em sessão administrativa nesta quarta-feira, enviar para o Congresso Nacional uma proposta de orçamento para 2019 com reajuste de 16% nos próprios salários. A presidente do tribunal, ministra Cármen Lúcia, não queria incluir o reajuste no planejamento. Mas a maioria dos ministros discordou e não se importaram em defender a medida impopular – entre eles, o próximo presidente da Corte, Dias Toffoli.
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O aumento dos vencimentos dos integrantes da Corte impacta nos contracheques de magistrados de todo o país. Cármen Lúcia argumentou que o momento é de crise econômica e desemprego. Portanto, não faria sentido que a cúpula do Judiciário concedesse agora um aumento para si mesma. Na outra corrente, ministros argumentam que não se trata de aumento salarial, e sim de um reajuste que não cobre sequer as perdas inflacionárias dos últimos anos.
A proposta será enviada ao Congresso Nacional na próxima semana. Na tramitação, os parlamentares podem modificar os números do STF. Se o reajuste for aprovado, caberá ao presidente Michel Temer sancionar ou não a medida.
Os ministros que votaram pelo reajuste afirmaram que não haverá aumento nos gastos da Corte, e sim remanejamento das despesas.
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Carolina Brígido
O Globo
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Editado por Política na Rede